Indíziveis versos

Feito para sublimamente dizer o que muitas vezes não é dito.

Sou de uma cidade média.
Nem muita nem pouca gente, na medida certa.
Filho de doméstica com operário,
Oliveira e Silva baralhado.
Não gosto de falsos comentários,
Fujo de comparações
E detesto intromissões.
Posso algumas vezes ser tímido,
Porém nem um pouco inocente.
De meus objetivos não desisto facilmente.
Não faço planos, pois muitos remetem-me à indecisões.
Hoje aos vinte e quatro anos,
Sei que cada etapa da vida tem seus privilégios e desvantagens.
E aprendi que experiências adquiridas
Nem sempre se associam à idade vivida.
Faço a linha do "devagar se vai ao longe",
Mas só se eu souber pra onde!
Descobri que da mesma forma que criticas veementemente
Em algum dia serás criticado direta ou indiretamente.
Vi coisas que não queria ver,
Fiz coisas que não queria fazer,
Já disse coisas que não queria dizer.
Como pizza quando estou legal
E chocolate quando estou mal.
Tenho ataques momentâneos de riso,
Fico perturbado quando me sinto invadido.
Também curto adrenalina, de sair fora de mim,
De sentir na veia o sabor de se estar vivo.
Sou peixes com ascendente em touro,
Ilusão e desilusão dentro de um único ser
Que pulsa sem se conter.
E além de tudo acima descrito,
Sei que ainda tenho muito a conhecer e aprender
Nesse meu atemporal viver.

Alan Oliveira


Os lugares por onde andei,
Deixaram um pouco de si,
Levando um pouco de mim.
Me fizeram lembrar do meu lugar.
Da vontade de me voltar
P'ra dentro do meu olhar.
Pensar em cada nova hora que se dá.
Assim, entendo que posso encontrar
Outra forma de olhar esse lugar.
Que sob minha pele está
Me acompanhando onde quer que eu vá.
Fazendo de vários lugares, o meu lugar.

Alan Oliveira


Se levanto triste, assim meio cabisbaixo.
Conjeturando o decorrer deste dia.
Imagino como seria
Se existisse raios de sol nessa trilha.
Onde ando para tentar esquecer
Essas memórias que machucam meu ser.
Vou findar o hoje,
E fazer a aurora do amanhã aparecer.

Alan Oliveira


Meu coração dificilmente se engana.
É pela verdade que ele se encanta.
Com paixão fica tomado por chamas.
Com provocação ele desanda
Endurece se tratado com descaso.
Amolece se cuidado com afago.
Meu coração só faz o que gosta,
Por isso despreza o que desgosta.
Meu coração é sedento por respostas.
Bate no ritmo da música.
Quando cheio de emoção se deslumbra.
Meu coração pula, pluga e despluga
E sangra quando se machuca.
Meu coração é de sentir, admitir e ressentir
E aí, pode ser cruel até destruir.
Reagir a tudo que acontecer.
Em um amor tranquilo se estabelecer.
Meu coração não é cérebro
E justo por isso também é capaz de esquecer, amar e compreender.
Não se interessa por ganhar ou perder.
Ah....coração! Sem você eu não poderia viver!

Alan Oliveira



Com esse olhar sedutor,
Parece que está cheio de más intenções.
Colocando em mim várias interrogações,
Almejando conseguir certezas e suposições.
Acho que quer me possuir.
Ligar sua pretensão a meu corpo,
Mas tem medo de expor aquilo que está escondido
Negando o fato,
Disfarçando o calor aprisionado
Que habita dentro desse coração alado.
Não omita essa vontade.
Dê a seu gosto notoriedade.
Tenha coragem de ser tudo o que se sente,
Não minta mais para si mesmo
Entregue-se a esse gostoso desejo. 


Alan Oliveira 


Estou buscando um novo horizonte.
Me arriscando em novas aventuras.
Tudo me seduz e me atrai.
Eu adentro n'um mar de novidades.
Independentemente das coisas boas ou ruins
Eu mergulho à procura da felicidade.
N'um lugar onde não sei o que posso encontrar.
Se permanecerei na superfície
Ou sucumbirei à profunda imensidão
Onde no infinito, se faz presente a escuridão.
Não ligo p'ro que vai acontecer,
Pois o tempo é amigo dos bons momentos,
Faz passar a agonia de todos os lamentos.
O tempo urge, sendo o único motivo
Ao qual lágrimas se convertem em sorrisos.
O tempo é mestre e responsável
Por conduzir o rumo de meus acontecidos.


Alan Oliveira


Tenho raiva do passado
De quem está do meu lado
Do meu trabalho que me faz escravo
Desse tempo que corre desgastado

Tenho ira de pensamentos equivocados
De relacionamentos errados
Desse sistema velho, arbitrário
Desse meu corpo suado

Tenho ódio de sorrisos forçados
De Deuses da sabedoria
Dessa nova aristocracia
De gente que me vigia
De telefone cobrando dívidas

Tenho rancor por regras prescritas e seguidas
De um futuro sem futuro
De um mundo inoportuno

As irritações que surgem
Explodem de mim manifestando um perigoso instinto
E jogo todo tormento p'ra fora
Acalmando tudo isso que sinto

Alan Oliveira



Todos os porquês que busco por me sentir assim
Não são respondidos.
Sem soluções tento achar explicações,
Justificativas p'ra dar sentido a minha vida.
É indefinível esse estado emocional
Que confunde minha cabeça,
Que enche meu coração de tristeza.
Me opõe à conformação,
Me leva a momentos de distração
Na tentativa de esquecer a questão.
O que é isso que sinto?
Talvez eu encontre a resposta nas lágrimas que derramo,
Expressando este sentimento estranho.
Desvencilhar este castigo intrínseco.
Um tempo novo p'ra preencher este vazio.
Quero uma primavera que se dá depois de dias frios.


Alan Oliveira



Ele chega num carro preto.
De pele morena e cabelos ondulados,
Andando em passos largos com ligeiros gestos.

Ele expressa ser confiante,
Tem uma aura diamante
E um sorriso contagiante.

Ele não tem tempo a perder,
Sempre ligeiro p'ra não esmorecer.

Tem um cristo nas costas tatuado,
Talvez pense que cada lado dos abertos braços
Virem asas, p'ra ajudar em sua corrida diária.
Asas p'ra voar e se libertar,
Sem qualquer lugar p'ra se prostrar.

Não sendo capaz de considerar o que deixou,
Não se ligando ao instante que se passou,
Ele vai sem olhar p'ra atrás.
Segue sem ver o passado que se desfaz.

Alan Oliveira



Meu mundo é desfigurado, cheio de mutação.
Meu mundo tem imaginação, abstração.
Tem confusão por exacerbação de limitação.
Meu mundo tem outono, inverno, primavera e verão.
Tem pulsão e introspecção,
Receios e perturbação.
Tem alegrias, compulsão, amor, paixão.
Segredos escondidos no fundo do coração.
Meu mundo tem canção e oração,
Muitas vezes ausência de racionalização.
Tem nuvens feitas de algodão,
Filmes de drama, romance, suspense e ação.
Tem ventilador ligado no chão,
Rádio, dvd e televisão.
Mochilas jogadas igual a gente com indisposição.
Meu mundo contém parentes e amigos,
Talvez o melhor deles, meu cão!
No meu mundo dizem que tem pouco "sim" e muito "não".
Tem versos escritos, por distração.
Tem teatro por talento, opção ou vocação?
Não sei.
Só sei que no meu mundo tem erros e acertos.
Escuridão e iluminação.
Mais reação do que ação.
E de tudo isso que escrevi,
Tem coisas que não coloquei em questão
E outras que ainda virão.
E de todas elas em comunhão, eu não abro mão.

By. Alan Oliveira




Há momentos em que tudo parece distante,
Nebuloso, confuso, fora de alcance.
Há momentos em que a descrença me consome,
Coloca dúvidas em meus pensamentos.
Momentos labirínticos, inoportunos.
Momentos de poço profundo.
E mesmo assim não desistirei de um dia nitidamente enxergar,     
Porque sei que na mais infinita escuridão   
A menor das luzes ainda há de brilhar.

By. Alan Oliveira


Onde você está neste momento?
Já faz vinte e quatro dias que estou neste tormento.
De domingo a domingo de mãos dadas com o desalento.
Sem te ver, sem te ter.
Pensando diariamente em você.
Horas, minutos e segundos
Parecem não fazer desaparecer meu entristecer
E não trazem a presença de você,
Nem fazem valer este meu querer.
Mas insisto em crer que eles irão te trazer,
Pois sei que depois de cada noite
Surge um novo amanhecer.

By. Alan Oliveira



Quando eu não tiver mais quase nada
Passarei a olhar para mim,
Para dentro de meu coração.
Abrirei mão da vaidade,
Deixarei de lado o que acredito que seja verdade.
Silenciarei minhas palavras
Desprezarei convicções colocadas.

Preservarei meu interior,
Elevarei minha alma,
Sem permitir que a banalidade me distraia ou me enlouqueça.
Desfrutarei a recompensa que vem da perda.

By. Alan Oliveira



A maioria comunga da imbecilidade,
A maioria se acha no direito de determinar
Onde e como você vai se enquadrar.
De pensar que a razão é mais forte que o coração,
De se julgarem Deuses definindo o que não lhes cabe
Sempre donos da verdade
Corrompendo a alma sem um pingo de veracidade.

Prefiro a minoria,
Pois ela grita a vontade com intensidade,
Ela não esconde o que quer.
Ela é digna em não concordar
Com os preceitos da maioria.
É a parte pequena tida como errante,
Observada como perdedora,
Castigada como inferior,
Porém livre de pensamento
Quebrando convenções,
Obedecendo seus corações,
Valorizando sua alma que luta por igualdade,
Fazendo história na sociedade
Mostrando sua verdade.

Muito mais íntegra com ela mesma é a minoria
Que não se compra pelas regras da maioria.

By. Alan Oliveira


Tudo mudará
É só questão de tempo
E tudo que era, nada mais será

Tudo passará, se transformará
É assim que funciona.
Do primitivo ao evoluído
Do progresso ao regresso
Tudo roda, constrói e desconstrói
Aprendizado que nos ensina
Como compreender e lidar
Com as surpresas da vida.

By. Alan Oliveira



Ando um pouco devagar,
Vago pelas ruas escuras
À procura de algo, sem cessar.

Ando livre,
Sem nada nem ninguém me deter.
Não sou do tipo que gosta de se ater
E desconsiderar a dádiva de se viver.

Sigo tranquilo.
Com meus pés descalços
Ao encontro do acaso,
Desatando os laços que faço
Tentando achar o rumo,
Direcionando com meu prumo
Este destino soturno.

Sem virtudes ou vícios,
Não importando fim ou início,
Apenas eu e meu caminhar
Sem nada a esperar ou hesitar.

By. Alan Oliveira

Seguidores

Pessoas online

About this blog

Um poema são sentimentos expressos através de palavras sobre as impressões de um indivíduo. Espero que gostem do que escrevo, sintam-se em casa e invadam sempre que quiserem!

Quem sou eu

Minha foto
Homem, 26 anos, dizendo coisas indizíveis.