Indíziveis versos

Feito para sublimamente dizer o que muitas vezes não é dito.



Vou lhe contar uma estória acima do real.
Me encontro no meu espaço sideral.
Sentado sobre a lua eu olho a imensidão,
As estrelas de cada constelação.
Deixo me levar pela crescente emoção
Que solta de meu coração.
A indignação permeia meu consciente.
A loucura invade meu inconsciente.
Maravilhado com as cores,
Acreditando no inimaginável,
Estou fora de órbita.
Sem pensar em partir ou chegar,
Uma vontade tamanha de ficar.
É que aqui não podem me aprisionar.
No meu imaginar, eu sigo na direção da liberdade.
Sem idade aparente e julgamentos presentes
Brotam asas de minhas costas.
Eu posso voar, me lançar sem me preocupar que altura alcançar,
Na beleza universal me integrar,
Transcender meus limites,
Desvendar os segredos de uma estirpe.
Netuno, minha morada.
Vênus me abraça,
Um cometa me ultrapassa,
Um sol que me esquenta,
Um plutão que me esfria,
E uma lua que me inebria.
Quem dera existir espaço igual,
Mais brilhante e fantástico que o normal,
Onde eu buscaria morar
E desse rígido real me ausentar.
Mergulhar nas profundezas da imaginação.
Acalorar a frieza do lado racional.
É lógico que só no meu espaço sideral.

By. Alan Oliveira



Eu olho as folhas verdes de tamanhos e formas distintas,
Elas balançam de um lado pr'outro ao toque do vento
E como um intento, todas parecem bailar enlouquecidas
Exibindo sua visível clorofila.
É sempre assim, elas não têm muita opção.
Bate um vento e vão para qualquer direção.
Do céu desce água e logo estão espelhadas.
O sol arde, um braseiro aceso, e todas viram cinzas por inteiro.
Folhas não ligam p'ro amanhã,
Elas simplesmente se envolvem com a real situação do hoje
E se integram ao belo ou cruel instante.
Há dias em que ficam paradas, parecem estar distantes.
Talvez estajam tristes esperando algo, novos acontecimentos.
Mas como não depende somente delas,
Contam com passar lento do tempo.

By. Alan Oliveira


Ah! se você soubesse...
Da vontade que sinto de te abraçar,
De seu sorriso meigo que fica a me contagiar,
Desse simpático jeito que me faz encantar.

Ah! Se você soubesse...
Do desejo que tenho de te ter,
Das palpitações que surgem ao te ver,
Do desconserto que invade meu ser
Quando seus olhos penetram em minhas percepções,
Despertando as fantasias vivas contidas.

Ah! Se você soubesse...
Do incomensurável amor que transborda de meu peito
Sempre que te anseio,
Das palavras bendizentes que tenho a proferir,
Da intensidade afetiva
Que nos levaria a acionar a comunhão de nossas bocas,
Do singelo carinho
Que estaria a desatar as amarras que me fazem prisioneiro de meus medos.

Ah! Se você soubesse...
O quanto quero o acalento de seus braços,
O quanto espero por seus dedos em meus cabelos,
Pelo enquadramento de meu olhar em sua face,
Por emoções autênticas, sem disfarce.

Ah! Se você soubesse
Que constantemente me enlouquece,
Que periodicamente me enobrece,
Bem perto de mim gostaria que estivesse.

Ah! Se você soubesse...



Não sou como você pensa,
Não dou valor à efemeridades.
Estou acima de tuas opiniões.
Só quero uma chance para mostrar minhas convicções,
E pisar sobre tuas ignorantes razões.
Tenho direito de expressar o que sinto,
Pois assim eu me desminto.
Tenho direito de talvez errar, me arriscar, contraditar o que você espera.
E se ainda vier opinar,
Não vou hesitar em discordar.
Eu quero oficializar minhas emoções,
Expandir meus sentidos.
Não respeitas minha decisão,
Uma insistência que nos leva à discussão.
Disses que não quero progredir.
É porque não me permito regredir
E ter de à degeneração sucumbir.
Sei do que preciso, só espero um mínimo de crença.
De alguém com um pouco de confiança,
Para que não apagues minha esperança
E eu não tenha de me afastar de ti.
Indeferentar teu ser e me ressentir,
Impor meu 'sim' para poder ser leal a mim.

By. Alan Oliveira



Essa água de chuva que escorre ao canto da rua.
Segue ao encontro de seu destino peregrino,
Despeja-se no rio e se espalha na fluida corrente que vai.
Sem cessar sua jornada
Encaminha-se rumo a um desconhecido nada,
Na busca de um tudo que se pressente.
Ela molda-se, ultrapassa barreiras, se esquiva das armadilhas derradeiras.
O importante é se deixar levar.
Ir além e nunca parar.
Para que um dia, quando não haver mais esperança de continuar,
Ela possa desaguar e se fundir aos imensos mistérios do mar.
Expande-se, e descobre que seguia em direção a um lugar
Em que para prosseguir será preciso se renovar.
Então ela entrega seu sinuoso deslizar
E evapora-se para acima de nós estar.
Junto do ar se deslocar
E novamente em chuva se transformar.

By. Alan Oliveira



Eu vejo o sol bater no vitral.

Os pássaros cantando num único coral.

O céu azul em um dia natural.

Sinto a água da torneira do quintal, escorregar pelo chão seco,

Entrepassar os dedos dos meus pés.

Uma lembrança surge do meu invés.

Um dia de harmonia colore a fantasia,

Aguça minha emoção,

Acende minha satisfação.

Gostoso momento de se entreter,

Maravilhar os minutos de um novo amanhecer,

Para contagiar os instantes do meu viver.

Dar as costas para cidade.

Enaltecer a simplicidade

Que carrego dentro do peito

E aponta em minha personalidade,

Para demonstrar os primórdios de minhas verdades.

By Alan Oliveira



Eu quero um céu azul,
Almejo um céu azul.
Até quando a tempestade perdurará?
As nuvens escuras continuarão a se expandir?
A época de trevas vir a se extinguir?

Eu luto por um céu azul.
Tento buscar um céu azul.
Elevar meu sutil sentimento.
Mas o tempo fecha,
O escuro adentra,
A esperança se afugenta.

No entanto, eu creio num céu azul.
Hei de olhar um céu azul.
Por maior que seja a escuridão.
Por menor que esteja meu coração.
Não deixarei que o mal me contenha,
Que a presença do medo me obtenha.

Procuro um céu azul.
Um dia, em alguma hora ou lugar,
Em um céu azul eu vou estar.

By. Alan Oliveira



Desculpe, mas não vou prometer o que não posso fazer.
Essa minha condição me desvincula do padrão, eu sei.
É mais forte que minha razão.
Eles podem não entender,
Mas me diga como comprimir o que é inerente ao viver de meu ser.
É triste a indiferença que é tratada a diferença.
Se sentir um inseto em meio ao Olimpo,
Um descaso ao acaso.
Isso, algumas vezes, pode ser um tormento mas eu aguento.
Afinal, de que adianta me igualar aos iguais
Se somos todos desiguais.

By. Alan Oliveira

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Um poema são sentimentos expressos através de palavras sobre as impressões de um indivíduo. Espero que gostem do que escrevo, sintam-se em casa e invadam sempre que quiserem!

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