Essa água de chuva que escorre ao canto da rua.
Segue ao encontro de seu destino peregrino,
Despeja-se no rio e se espalha na fluida corrente que vai.
Sem cessar sua jornada
Encaminha-se rumo a um desconhecido nada,
Na busca de um tudo que se pressente.
Ela molda-se, ultrapassa barreiras, se esquiva das armadilhas derradeiras.
O importante é se deixar levar.
Ir além e nunca parar.
Para que um dia, quando não haver mais esperança de continuar,
Ela possa desaguar e se fundir aos imensos mistérios do mar.
Expande-se, e descobre que seguia em direção a um lugar
Em que para prosseguir será preciso se renovar.
Então ela entrega seu sinuoso deslizar
E evapora-se para acima de nós estar.
Junto do ar se deslocar
E novamente em chuva se transformar.
By. Alan Oliveira


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